O consumo aparente de produtos de aço no Brasil fechou 2025 em torno de 26,8 milhões de toneladas, com alta de 2,6% sobre 2024, mesmo com as vendas internas recuando para cerca de 21,2 milhões de toneladas, segundo o Instituto Aço Brasil. O crescimento do consumo puxado por importações, e não por produção nacional, é a marca do período — e o dado central para quem compra aço.
Sumário
- Como está o mercado de aço no Brasil?
- O que os dados do setor mostram
- Por que as importações dominam a discussão
- Quais setores puxam a demanda por tubos?
- O que observar para antecipar o preço
- Limites desta análise
- Perguntas frequentes
Como está o mercado de aço no Brasil?
O que os dados do setor mostram
Segundo o Instituto Aço Brasil, o cenário de 2025 e a projeção para 2026 se organizam assim:
| Indicador | 2025 | Projeção 2026 |
|---|---|---|
| Produção de aço bruto | ~33,1 mi t (queda de 2,2%) | ~32,4 mi t (queda de 2,2%) |
| Vendas internas | ~21,2 mi t (queda de 0,5%) | ~20,8 mi t (queda de 1,7%) |
| Consumo aparente | ~26,7 mi t (alta de 2,4%) | ~27 mi t (alta de 1%) |
| Importações | recorde, com alta de ~20,5% em laminados | ~6,3 mi t (alta de ~10%) |
Fonte: Instituto Aço Brasil, projeções divulgadas em dezembro de 2025. O contraste entre produção em queda e consumo em alta é sustentado pelo avanço das importações, que segundo a entidade já respondem por cerca de um terço das vendas internas do setor.
Por que as importações dominam a discussão
O Instituto Aço Brasil aponta que o ingresso de produtos laminados atingiu o maior volume em quinze anos em 2025, e associa a esse movimento o fechamento de vagas e o corte de investimentos no setor. Para o comprador de tubos, o efeito é ambíguo: pressiona o preço para baixo no curto prazo, mas adiciona incerteza sobre disponibilidade e continuidade de fornecimento no médio prazo.
A tarifa efetiva de importação, calculada pela entidade com base em dados públicos, ficou em torno de 7,2% — bem abaixo do teto de mecanismos de defesa comercial em discussão. Mudanças nessa política são o principal fator regulatório a acompanhar em 2026, porque alteram diretamente a base de preço do produto importado no mercado interno.
Quais setores puxam a demanda por tubos?
A demanda por aço no Brasil é liderada pela construção civil, que segundo o Instituto Aço Brasil respondeu por cerca de 37% do consumo em 2024, seguida pelo setor automotivo e pelo de bens de capital. Para tubos de aço carbono especificamente, somam-se a esses o peso do setor de óleo e gás, da infraestrutura de saneamento e energia, e do agronegócio.
O pacote federal de investimentos em infraestrutura — rodovias, ferrovias, saneamento e energia — é o principal vetor de demanda anunciado para o período, com impacto direto sobre condução de fluidos e estrutura, os dois usos centrais do tubo de aço carbono.
O que observar para antecipar o preço
Em vez de projetar um número, vale acompanhar os indicadores que antecedem o movimento: preço internacional do minério e do aço, volume de importação desembarcado, decisões de política de defesa comercial, nível de estoque na distribuição e ritmo dos investimentos em infraestrutura. Um comprador que lê esses sinais decide melhor a hora de comprar do que um que reage ao preço já formado.
Limites desta análise
Os dados de produção, vendas e consumo referem-se ao agregado do setor siderúrgico e não isolam o segmento de tubos, que é uma fração do total. Servem para ler a direção do mercado, não para dimensionar o subsetor. Preço de referência, além disso, não é preço de compra: volume, prazo e relacionamento produzem diferenças relevantes.
Perguntas frequentes
Onde encontrar os dados oficiais do setor? As estatísticas mensais e as projeções são publicadas pelo Instituto Aço Brasil, entidade que representa as empresas produtoras de aço no país.
O preço do aço deve subir ou cair em 2026? Não há resposta única. A pressão de importados empurra para baixo; eventuais medidas de defesa comercial e a demanda de infraestrutura empurram para cima. Acompanhar os indicadores vale mais que cravar uma direção.
Esses números incluem tubos? O consumo aparente agregado inclui tubos, mas não os isola. Para o dado específico de tubos, as referências são as associações do subsetor, como Abitam.
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A Brasil Aços é distribuidora de tubos de aço carbono com e sem costura, certificada ISO 9001, com estoque diversificado e entrega para todo o Brasil.
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